AMOR, Ó AMOR!

Amor, amor

"Amor, ó amor,
Por que és tão belo
E tão aterrorizante ao mesmo tempo?
Diz-me porquê se escondem
Sob tuas asas aparentemente tão inocentes
Tão cruéis e venenosos espinhos...
Como algo assim,
Tão puro, belo, eterno, agradável,
Pode ser também
Tão triste, doloroso, frágil e cruel?
Porquê os teus lábios quentes
São tão indiferentes ao beijar?
Amor, de todos os sentimentos,
És o mais insano e incompreensível.
Como podemos amar
A quem nos despreza e odeia?
Por que nos é impossível viver
Longe de alguém que nos faz sofrer?
Amor, ó amor,
Como pode ser feliz
Ao nos fazer sofrer em teu nome?
Desprezível também és, ó Amor."

(Doralina C. Freitas)

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